domingo, 13 de outubro de 2013

A cura não significa que a ferida nunca existiu. Significa que ela não controla mais nossa vida.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto- me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de confrontação, onde tiramos fatos a limpo. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.
Rubem Alves

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Parece absurdo sofrer num dia de céu azul

Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa. Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silêncio, principalmente pelos que sofrem por amor.
desconheço o autor

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ostra feliz não faz pérola

Ostras felizes não fazem pérolas... Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída... Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade.
Rubem Alves

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Torta Preguiçosa de Banana

Afinal, a tão esperada receita está aqui.

Ingredientes

Panorama geral do que vai ser utilizado

Clique nesta foto para vê-la em tamanho maior.
Bananas nanicas maduras
Açúcar e Farinha de Trigo
Fermento em pó
Canela em pó
1 Ôvo
Margarina
Leite

Modo de preparo
Primeiro, junte todos os ingredientes secos.
12 colheres de sopa de farinha de trigo
10 colheres de sopa de açúcar
1 colherinha de café de canela em pó
1 colher de chá de fermento em pó

Misture tudo

4 colheradas de sopa de margarina

Misture com uma colher, ou com as mãos
(como preferir)
Fazendo a farinha absorver a margarina, 
Até formar uma farofa
Uma farofa úmida
Corte as bananas em lâminas longitudinais
(hummm essa ficou chique, hein?)
de comprido mesmo se preferir.
Eu não dei a quantidade de bananas, por que vai depender do tamanho da sua forma. Se precisar mais, vá cortando conforme o preenchimento das camadas.
Unte uma forma com margarina e farinha de trigo.
Montagem da torta
A primeira camada é de farofa

A segunda é de lâminas de banana.
Vá intercalando camadas. farofa, banana, farofa, banana e assim por diante.
Até encher a forma toda.
Em um copo de leite,
Quebre um ovo,
E uma colherinha de café de canela em pó.
Misture tudo muito bem.
E despeje essa mistura líquida em cima da forma com a farofa e as bananas.
Fica assim. Uma maçaroca molhada.


Ponha para assar o tempo suficiente para ficar dourado por cima. O tempo varia de forno para forno e também do tamanho da forma. Você é quem vai ver qual é o tempo para a sua torta ficar pronta.

Olha ela pronta antes de desenformar.

E ela aqui já desenformada.

Essa é a versão com acabamento rústico.
Saiu do forno e tá pronta.
Mas você pode também, caso queira, virar a parte de baixo da torta (parte lisa) para cima e jogar por cima, uma leve camada de açúcar misturado com um tiquinho de canela em pó.



De qualquer maneira, vai ficar bom.
Depois me conta se ficou bom, tá?